segunda-feira, 30 de abril de 2012

UMA VITÓRIA


Motumbá minha gente.

Venho com alegria partilhar uma vitória na minha vida. O BLOG BARA LONAN BORDADOS, agora virou empresa. Foi formalmente legalizada junto a JUCESP de São Paulo e agora todos os produtos como: LEMBRANCINHAS, PANOS DE PRATO, PANOS DOS ORIXÁS além de serem patenteados. Logo terão logotipo e etiqueta. Evitando assim de outras pessoas copiarem os serviços do BARA LONAN ME.

Além do mais agora temos um site de vendas dos produtos, confiram: 

Obrigado pelo carinho de todos. Fernando de Oxum.


RESUMO DE OXOSSI



Numa visão antropológica os orixás são vibrações de energia, cada um numa faixa própria, com as quais os seres humanos se identificam, o que justifica a existência de “filhos” de diferentes orixás. Numa visão teológica, os orixás são divindades s serem respeitadas e cultuadas por seu filhos, que com eles entrariam em contato através de diferentes rituais disseminados na cultura tribal africana e que no Brasil estão agrupados sob o rótulo de uma religião: o Candomblé e a Umbanda.
Nesse sentido, dois orixás iorubás fogem da tradição básica: o mago Ossain, o solitário senhor das folhas e Oxóssi , o caçador. Ambos são irmãos de Ogum na maior parte das lendas e possuem o gosto pelo individualismo e o ambiente que habitam: a floresta virgem, as terras verdes não cultivadas. A floresta é a terra do perigo, o mundo desconhecido além do limite estabelecido pela civilização iorubana, é o que está além do fim da aldeia. Nela o homem não tem a proteção da organização social, do maior número de pessoas. Os caminhos não são traçados pelas cabanas, mas sim pelas árvores, o mato invade as trilhas não utilizadas, os animais estão soltos e podem atacar livremente. É o território do medo. Oxóssi é o orixá masculino iorubá responsável pela fundamental atividade da caça. Ossain é o Senhor do conhecimento de todas as ervas e também do Ifá.
Esta correlação de Chesed com o Santo Graal Cristão, detentor de todo o conhecimento esotérico, traz paralelos com Wotan e Odin, senhores das Runas, e com Zeus/Júpiter, o detentor de todo o conhecimento.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

homenagem a oxum

CONHECENDO O ORIXÁ OXOSSI KARE

KÀRÉ – é ligado as águas e a Oxum e Logun Edé e com eles exercem as mesmas forças e funções.. Usa azul e um Banté dourado. Gosta de pentear-se, de perfume e de acarajé. Bom caçador mora sempre perto das fontes. Protege todos os animais de natureza anfíbia, ou seja, que vivem tanto na água quanto na terra. É um grande caçador porém, um exímio pescador, morando próximo as águas e recebendo suas oferendas na beira dos rios.


Na África é cultuado nas matas do bairro Kare, próximo a Osogbô e aqui no Brasil é considerado filho de Odé com Yemanjá, contudo ao contrário de sua irmã, Oxum Karê que vive entre a água doce que encontra a salgada, ele vive com seu pai, porém esse caminho é um aspecto mais jovial da família dos Odés, sendo a grande maioria ligada a caça noturna, só que Odé Karê foge a regra, pois é associado a caça de pequenos animais a pesca em grande escala, por isso podemos usar uma pequena rede em suas roupas e a história que narro abaixo explica o porquê ele pode usá-la: 



Itan - Odé Karê e a Oxum Karê 

Odé Karê e Oxum Karê, desde pequenos viviam disputando tudo, assim como não havia nada que concordassem. Enquanto cresciam, Odé e Yemanjá observavam a rivalidade e então chegará a hora dos dois entenderem que sendo irmãos teriam que conviver e se completar, afinal ambos nasceram da mesma lágrima que correu do rosto de Yemanjá. 

Seus pais então decidiram propor uma disputa, deram a cada um o ofá e uma rede, para que aquele que conseguisse mais caças e pescas venceria então a disputa, contudo cada um teria que trazer o mesmo número caças e de peixes. E assim Odé Karê e Oxum Karê seguiram mata adentro, e no primeiro dia ainda distante da água tiveram que usar o ofá, Odé Karê tinha uma visão mais aguçada e conseguiu maior número de bichos que sua irmã, porém na hora da pesca Oxum Karê que era mais estrategista que seu irmão colocou sua rede próxima ao leito do rio e jogou algumas sementes e logo conseguiu pegar grande número de peixes, deixando seu irmão irritado. 

Enfim acabou a caçada e a pescaria e ambos voltaram para junto de seus pais, ao chegar apresentaram suas conquistas e então Odé e Yemanjá olharam para ambos e disseram: 

- Odé Karê, por que conseguistes tantas caças e tão poucos peixes? 

- Porque sou melhor no Ofá meu pai – Disse ele 

- E tú Oxum, porque conseguistes tantos peixes e tão poucas caças? 

- Porque sou melhor na pesca do que na caça em terra... 

Assim Yemanjá juntou o que ambos tinham trazido e disse a eles: 

- Olhem, ambos são meus filhos e ambos são bons separados, mas podem ser bem melhores juntos! 

Assim Odé Karê e Oxum Karê entenderam que unidos poderiam muito mais e decidiram então parar de brigar e se unirem, onde ele a ajuda caçar e Oxum Karê ajuda ele na pesca. 

Roupas e Aparamentas 

Usa roupa azul claro com um pouco de dourado e também salmão. Usa Ofá e Erú, em alguns axé carrega nas costa a abebé que representa sua irmã. 

Comida 

Axoxó, ado e acarajé, assim como frutas e carpa assada. Tudo que é feito a ele deve ser bem apresentado, bem feito e com bastante tempero de camarão.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

VIDEOS SOBRE OTIM



CONHECENDO MAIS SOBRE O ORIXÁ OTIM

Otin 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




Otin - Orixá da caça filha de Enrilé. Alguns dizem ser esposa de Oxóssi(ou irmã),e que o acompanha pelas matas,caçando.Defende tanto o caçador,quanto a caça.Andei pesquisando sobre este Orixá,e descobri que é cultuado no Batuque como Orixá feminino.No candomblé(Nação ketu e nagô)existem dois Orixás(qualidades de Orixás,mas como no candomblé não existem qualidades...)Odé Inlé e Oxum Otin-caçadora,arisca,que dizem não incorporar.Também achei esta informação:Otim foi criada pela imaginação de Odé , pois era muito sozinho. Ele imaginou tanto e com tanta vontade uma companheira, que Otim apareceu para ele, sendo o único Orixá que não esteve viva na Terra. A função de Otim é levar água para os Orixás.Aparentemente,Otim(Orixá)é um Orixá feminino,ligada a Oxóssi,Ossaim,Oxum,Yemanjá,Ogum,dentre outros.Orixá da caça,das presas,da floresta,aparentemente também tem domínio sobre as águas.É representada carregando uma jarra na cabeça,pois é ligada também a agricultura.Odé Otin,qualidade de Oxóssi-Um Oxossi azul, Otin! Usa capanga e lança. Vive no mato a caçar. Come toda espécie de caça mas gosta muito de búfalo.Oxum Otin(qualidade de Oxum)-Oxum arisca,caçadora,dizem não incorporar em seus filhos. 


História 

Otin usa capanga e lança e vive no mato a caçar. Come toda espécie de caça assim como Odé: pássaros, coelhos etc. Mas aprecia mesmo é o porco. 

Otim é uma Iyabá que possui três seios. Ao se casar com Oxossi pede para que ele não conte esse segredo a ninguém. As esposas de Oxossi enciumadas embriagam-no e ele acaba por contar o segredo de Otim. Apavorada Otim foge e se afoga no rio de seu pai Erinlé. 

Otim no Batuque 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 

Orixas yorubanos da caça e do mato, no batuque, uma das Religiões Afro-brasileiras do Rio Grande do Sul. 

Ode é o terceiro filho de Yemanjá com Oxalá senhor da caça e Rei do Ketu o único verdadeiro amor de Oxum, diz uma lenda que odé um dia saiu de casa e ficou preso nas matas de ossanha apesar de sua mãe o ter avisado teimoso foi até as matas e Ossanha apaixonado o prendeu lá, yemanja ficou muito triste com a ausência de seu filho e se pôs a chorar então Oxalá deu ordem para Ossanha soltar odé para ver sua mãe, mais por ter passado muiro tempo odé se acostumou em viver nas matas sendo assim visita sua mãe mais mora nas matas 

Outra versão: 

Companheira de Odé, vive no mato em sua companhia, esta Iyabá é pouco cultuada no Brasil, seu culto é mais conservado nas nações de Batuque no Sul do país. é raro encontrar filhos de Otin; é um Orixá feminino que se alimenta de todo tipo de caça, porém seu alimento preferido é a carne de porco. 

outra versão 

Ela vivia nas matas com o odé pois é a sua esposa otim não chega em pessoas na nação do jeje, cabinda e outras nações do sul.Otim só pega o corpo e casa só com odé ela é uma caçadora que se alimenta de tudo quanto é carnes e frutos.Odé é o unico filho de Iemanja! 

MITOLOGIA DE OTM 


OTIM 

Otim esconde que nasceu com 4 seios" Oquê, rei da cidade de Otã, tinha uma filha.Ela nascera com 4 seios e era chamada de Otim.O rei Oquê adorava sua filha e não permitia que ninguém soubesse de sua deformação.Este era o segredo de Oquê, este era o segredo de Otim. Quando Otim cresceu, o rei aconselho-a a nunca se casar, pois um marido, por mais que a amasse, um dia se aborreceria com ela e revelaria ao mundo seu vergonhoso segredo.Otim ficou muito triste, mas acatou o conselho do pai.Por muitos anos, Otim viveu em Igbajô, uma cidade vizinha, onde trabalhava no mercado.Um dia, um caçador chegou ao mercado, e ficou tão impressionado com a beleza de Otim, que insistiu em casar-se com ela.Otim recusou seu pedido por diversas vezes, mas, diante da insistência do caçador, concordou, impondo uma condição: o caçador nunca deveria mencionar seus quatro seios a ninguém.O caçador concordou, e impos também sua condição: Otim jamais deveria por mel de abelhas na comida dele, porque isso era seu tabu, seu euó.
...
Por muitos anos, Otim viveu feliz com o marido. Mas como era a esposa favorita, as outras esposas sentiram-se muito enciumadas.Um dia, reuniram-se e tramaram contra Otim.Era o dia de Otim cozinhar para o marido; ela preparava um prato de milho amarelo cozido, enfeitado com fatias de coco, o predileto do caçador.Quando Otim deixou a cozinha por alguns instantes, as outras sorrateiramente puseram mel na comida.Quando o caçador chegou em casa e sentou-se para comer, percebeu imediatamente o sabor do ingrediente proibido.Furioso, bateu em Otim e lhe disse as coisas mais cruéis, revelando seu segredo: "Tu, com teus quatro seios, sua filha de uma vaca, como ousaste a quebrar meu tabu?"A novidade espalhou-se pela cidade como fogo.Otim, a mulher de quatro seios, era ridicularizada por todos.Otim, fugiu de casa e deixou a cidade do marido
Voltou para sua cidade, Otã, e refugiou-se no palácio do pai.O velho rei a confortou, mas ele sabia que a noticia chegaria também a sua cidade.Em desespero, Otim fugiu para a floresta.Ao correr, tropeçou e caiu. Nesse momento, Otim transformu-se num rio, e o rio correu para o mar.Seu pai, que a seguia, viu que havia perdido a filha. Lá ia o rio fugindo para o mar.Querendo impedir o Rio de continuar sua fuga, desesperado, atirou-se ao chão, e, ali onde caiu, transformou-se em uma montanha, impedindo o caminho do rio Otim para o mar.Mas Otim contornou a montanha e seguiu seu curso.Oquê, a montanha, e Otim, o rio, são cultuados até hoje em Otã.Odé, o caçador, nunca se esqueceu de sua mulher.

Saudação: Oquebambo otim
Número: 13 e seus múltiplos
Cor: azulao com vermelho
Guia: Azulao com vermelho
Oferendas: Chuleta de porco, feijao miudo, milho assado, coco fruta
Ferramentas:Arco e flecha,funda, bodoque
Dia: segunda-Feira
Aves: galinha pintada
Quatro-Pés: Porca ( leitoa
)

terça-feira, 24 de abril de 2012

PERFIL DE JORGE LUÍS - FILHO DE SANTO DE DOTÉ LUÍS DE IANSÃ




Jorge Luís ou Dofono D' Akueran, nascido para o Candomblé, no dia 23 de novembro de 2003, apesar de pouco tempo de santo Dofono D' Akueran é conhecido por todo o Rio de Janeiro devido sua força de vontade de aprender e ajudar a casa de pessoas amigas, que humildemente pedem a sua ajuda. Consagrado Opá Otun de uma das casas mais famosas do Rio de Janeiro, Dofono D' Akueran vem ao longo dos seus 07 anos de iniciado tendo aprendizado sobre os ritos africanos.

ILÊ ASÉ IGBA ONIN ODÉ AKUREAN

Ilé Àsé Igba Onin Odé Akueran 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Ilé Àsé Igba Onin Odé Akueran - Casa de Candomblé localizada no Alto Maracanã - Região Metropolitana de Curitiba, Colombo. Casa de raiz Jêjê-Nagô, com raízes no Terreiro do Bogum e no Terreiro do Gantois fundada em 1974. 


História 

José Francisco Pereira, ("Odé Otaioci"), conhecido também com Zé Francisco do Oxossi, é um babalorixá do Candomblé. Foi iniciado por Raimunda de Ogum, raspado na rua sete de setembro em Lagoinha - São Paulo, filho de Odé Sambo e Oiá Onira. 

É neto de Vicente de Matatu (ketu), bisneto de Rerê Doné Romana de Possú (jeje) e tataraneto do Ventura de cachoeira, da nação nagô-vodum. 

O primeiro barco tirado por Ode Otaioci foi em 1961, sendo feitos um xangô e uma oxum. 

Em meados de 1974 desembarca em Curitiba disposto a plantar aqui uma semente da cultura Afro-Brasileira através da sua religião – o candomblé, planta os axés do Ilê Asé Igba Onin Ode Akueran - Casa do Pai Francisco, Casa de candomblé de raiz Jêjê-Nagô, com raízes no Bogum e no Gantois, na Rua Almirante Alexandrino, 76 -São José dos Pinhais, localidade conhecida como Boneca do Iguaçu, atual Jardim Santos Dumont, e inicia seus primeiros Iaôs no ano de 1975, tirando duas Iansã e uma oxum, de lá pra cá sua descendência já ultrapassa as 1500 pessoas estando em sua quarta geração entre filhos, netos e bisnetos de santo. 

Em 1979 registra o estatuto de sua Casa de santo com o nome de “Casa do Pai Francisco” e estende sua ação religiosa para a área social. Mais tarde, em decorrência das ação sociais, surge o “Centro de Estudos e Pesquisas da Cultura Afro-Brasileira-CEPECAB”. Neste mesmo ano, recebeu o titulo de príncipe do candomblé no estado do Paraná, que foi comemorado com uma enorme festa religiosa. 

Falece em 12 de maio de 2000, em São Paulo e a casa fica fechada durante 7 anos em ritual de axexê, durante este período a casa fica sob o comando da Ekeji de Odé, Iyá Tuty. 

Em maio de 2007 os ritos de axexê são encerrados e casa reabre com a Festa de Odé, ocasião em que a Ekeji Tuty recebe o cargo de Iyalasé, como forma de restaurar a linha sucessória. 

O Cargo de Iyálasé da casa foi entregue a Ekeji Tuty, pelos Orixás do Babakekere da Casa, João de Odé e pelo Baba Oju, Cafu Milodé. Atualmente a casa encontra-se em plena atividade sob a responsabilidade da Iyalasé Tuty da Oxum, cumprindo todos os ritos e obrigações, bem como a realização das festas públicas anuais. Exu em Fevereiro, Ogum em abril, Oxossi em junho, Olubajé em agosto, Iabás em dezembro e Oxalá em janeiro. 

O Ilê Asé Igba Onin Odé Akueran foi umas das primeiras casas de candomblé de Curitiba, mais precisamente a terceira casa de candomblé a se instalar em Curitiba e responsável pela disseminação do culto no estado do Paraná e proximidades. Hoje grandes casas abertas na Capital e interior do Paraná, e até nos países do cone sul são descendentes diretas de Odé Otaioci. 

Dentre os babalorixás e Iyalorixás filhos da casa podemos citar: Cafu Milodé, João Carlos de Odé, César de Iansã, Neuza de Iansã, Cida de Ogum, Dulce de Iemanjá, Rose de iemanjá, Togunsi do ogum, Marisa de iemanjá, Cida de Oyá, Iyá Quatesi, Talesi, Saulo de Iansã, Ofaneji, Pedro do Omolu, Iyá comendadora Carmen S. Prisco de Opará do Ile Iyálásé iyálòóde Osun Opará Oromilade, em Praia Grande, iniciada em São Paulo no terreiro do Jardim Presidente Dutra. Hoje, 32 anos depois a Casa do Pai Francisco, através de Iyá Tutty, dá continuidade ao trabalho começado por ele, que por ser jornalista, em vários jornais de renome, usou de toda sua influência para preservar a cultura afro-brasileira, resgatar os valores humanos e trabalhar a igualdade social, através de suas ações religiosas e sociais.

ORAÇÃO DE OXOSSI



Oh, grande senhor caçador do interior das matas, patrono e criador de todas as tribos. Posso chama-lo de senhor:

Odé Ibualamú;
Odé Akueran;
Odé Fibô;
Odé Èrìnlé;
Odé Karê;
Odé Otin;
Odé Dana Dana.
Mas para nós os seus filhos preferimos carinhosamente chama-lo de Òsòòssí, porém pai se fossemos mais profundos em sua existência o chamaríamos de
Òsòtokansòsò "O grande caçador de um flecha só". 

Pai, por sermos humildes membros de sua tribo pedimos ao senhor que nos traga uma mesa farta com caça em abundância, nos mantendo saudáveis e protegidos da grande matilha de lobos carniceiros que sempre que
podem tentam nos atacar.

CONHECENDO O ORIXÁ OXOSSI AKUERAN


AKUERAN:  Um título que faz referência ao fato de se matar a caça, é o que faz todo caçador. Velho, come carne crua, culto realizado na madrugada. Tem fundamento com Oxumarè e Osónyín e Exu. Muitas de suas comidas são oferecidas cruas. Ele é o dono da fartura, ele mora nas profundezas das matas. Veste-se de azul claro e tiras vermelhas, suas contas são azul claro. Seus bichos são: papagaio e arara, tira-se as penas e solta-se o bicho. Senhor do couro dos animais grudados nas paredes das casas de ásé, representando que ali houve um sacrifício e que ali, houve alimento para a sociedade.

domingo, 22 de abril de 2012

CONHECENDO O ORIXÁ OXOSSI DANA DANA

OXÓSSI DANA OU CAÇADOR DE ALMAS: 

tem seu fundamento com Exú, Obaluayê Saponã, Ossain, Oxumarê e Yansã Ygbalé, ele é o Orixá que entra na Mata da Morte e sai sem temer Egun e Ikú (a própria morte) tem quizila com Oxum e não entra no Xirê de Oxum. É feiticeiro, tribal, sendo cultuado como o pajé da tribo, nas suas danças faz um bailado arcando seu corpo apoiando em seu cajado, que tem poderes mágicos, é muito temido e respeitado, traz o iru kere (cetro com rabo de cavalo, boi ou búfalo, que ele usa para manejar os espíritos da floresta).


VIDEO DE OXOSSI DANA DANA



sexta-feira, 20 de abril de 2012

CONHECENDO O ORIXÁ OXOSSI ERINLÉ


Erinlé, Inlé (do iorubá Erinlẹ), ou Ibualama é o orixá da caça de Ijexá, onde passa um rio do mesmo nome. Erínlè quer dizer "elefante" (Erin) "na terra" (ilè) ou "terra do elefante". Seu templo principal é em Ilobu, onde, segundo Ulli Beier, dois cultos teriam se misturado: o culto do rio e o do caçador de elefantes que, em diversas ocasiões, viera ajudar os habitantes de Ilobu a combater seus adversários. 

Seu símbolo, de ferro forjado, é um passaro fixo sobre uma haste central, cirundada por dezesseis outras hastes sobre as quais se encontra também um pássaro. O culto de Erinlé realiza-se às margens de diversos lugares profundos do rio, chamados ibù. Cada um desses lugares recebe um nome, mas é sempre Erinlé que é adorado sob todos esses nomes. Um desses lugares profundos é chamado Ibùalámọ (Ibualama), um dos nomes pelo qual é conhecido no Brasil, embora geralmente considerado uma qualidade de Oxóssi. 

Erinlé recebe oferendas de acarajé, inhames, bananas, milho, feijão assado, tudo regado com azeite-de-dendê. O culto de Erínlè está centrado ao redor do rio Erínlè, afluente do rio Òsun, que atravessa a cidade de Ìlobùú (Ilú Òbú ou cidade de Òbú), localizada ao sul da Nigéria Ocidental, na estrada de Ogbomoso para Osogbo (situada aproximadamente 16 km a oeste de Osogbo). Ele é a divindade padroeira de Ìlobùú, um centro de comércio para o inhame, milho, mandioca, óleo de dendê, abóbora, feijão, quiabo que está em uma área de savana habitada principalmente por iorubás. 

Òbú é um tipo de giz nativo (efun) comestível, usado para temperar comida. Era um dos temperos principais antes do sal, da mesma forma que o aró-àbàje (uma tintura azul comestível) é usado para temperar comidas como o ekuru aró. Tido por alguns como filho de Ainá, Erínlè é considerado por outros como filho mítico de Yemoja e de Olokun. É um orixá caçador, pescador e um médico, por conta do seu grande conhecimento da floresta e da flora. Enquanto médico dominou, antes de Ossãe, o poder da botânica. Não é incomum para os sacerdotes de Erínlè carregarem um cajado (òsù) semelhante ao que carregam os sacerdotes de Ossãe e de Ifá devido à sua importância como curandeiros medicinais. 

Ele conhece o poder curativo do Eja aro. Essa medicina nasce em Òkànràn Òfún. O peixe seco (eja aro) é conhecido na terra dos Nupes e isso é revelado pelo caminho de Òkànrànsodè descrito abaixo e na conexão entre Erínlè e o exilado rei dos Nupes.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

ORIXÁ OXOSSI IBUALAMO



É velho e caçador. Come nas águas mais profundas. Conta um mito que Ibualamo é o verdadeiro pai de Logunedé. Apaixonado por Oxún e vendo-a no fundo do rio, ele atirou-se nas águas mais profunda em busca de seu amor. Sua vestimenta é azul celeste, como suas contas. Come com Omolú Azoani, usa um capacete feito de palha da costa e um saiote de palha.


Ibualama é um Òrìxà caçador, pescador e um médico, por conta do seu grande conhecimento da floresta e da flora. Este Òrìxà, enquanto médico dominou, antes que Osányìn, o poder da botânica. Não é incomum para os sacerdotes de Erínlè carregarem um cajado (òsù) semelhante ao que carregam os sacerdotes de Osányìn e de Ifá devido a importância deles como curandeiros medicinais. 


Sabe-se que ele conhece o poder curativo do Eja aro. Essa medicina nasce em Òkànràn Òfún. O peixe seco (eja aro) é conhecido em Nupeland e isso é revelado pelo caminho de Òkànrànsodèdescrito abaixo e na conexão entre Erínlè e o exilado rei da Nupeland.



domingo, 15 de abril de 2012

VIDEO DE OXOSSI na umbanda

Oxossi na Umbanda

Oxossi na Umbanda

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Oxóssi na Umbanda é considerado patrono da linha dos caboclos, atuando para o bem-estar físico e espiritual dos seres humanos. 

Segundo esta religião, Oxóssi é figura representativa de uma das sete forças principais de Deus: a força da luta, do trabalho, da providência e da afirmação positiva. Assim, para a Umbanda, Oxóssi representa uma das sete forças primordias de Deus, pertencendo ao pólo positivo das energias espirituais, expandindo, irradiando e impelindo os seres para a construção vigorosa de seus destinos, bem como garantindo que os mais fragilizados encontrem doutrinação firme e amorosa, desenvolvendo seu saber religioso e sua fé. 

A figura de Oxóssi tem origem na mitologia africana, para a qual seria um antepassado africano divinizado, filho de Yemanjá, irmão de Omulu-Obaluayê e rei da cidade de Oyó, localizada na África sudanesa - de onde provêm os povos nagô (keto, ijexá e oyó) e mina-jeje. Também é considerado o caçador por excelência; o arqueiro de uma flecha só - sempre certeira. 

A Umbanda, considerada por muitos como fundada em 1908, é expressão do sincretismo ocorrido no Brasil em razão da perseguição religiosa aos cultos africanos. Por reunir elementos africanos, espiritualistas e cristãos, a figura de Oxóssi pode aparecer, muitas vezes, misturada à figura católica de São Sebastião, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e estados do demais centro -sul do Brasil, eSão Jorge, no estado da Bahia.

sábado, 14 de abril de 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

PERFIL DE PAI WALDO DE OXOSSI

Pai Waldo de Oxossi 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Pai Waldo ty Òsóòsì, ou (Waldo de Oxossi)- Waldo Gomes Silva, é um babalorixá do Candomblé com casa em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, iniciou-se no Candomblé em 06 de março de 1976 na cidade de Guarulhos (Cumbica), São Paulo, pelo babalorixá (Armando Nogueira) conhecido como Oya Otology, (falecido em 1993), filho de santo de Pai Vavá de Bessém ou Pai Vavá Negrinha (como era conhecido) - tomou em 21/10/1989 em São Paulo - SP. (Odu ijè) sete anos deká e oiye com a iyalorixá Mãe Juju ty Òsún (ou Mãe Juju D'Oxum) do Terreiro do Portão do babalorixá Pai Nézinho de Muritiba do Àsé Ibece Ala Ketu Ogum Megegê em Muritiba, Bahia. Participaram do seu sete anos: Pai Jorge ty Ode - BA, Tia Madalena Yemoja - RJ, Tia Bem Osala - BA, Pai Branco - BA, babalorixá Eduardo ty Logun Ede (cambuci-SP), babalorixá Oya Ofurange e muitos outros.

É fundador do Àsè Kyeowjì (Ile Maroketu Orisa Osotokansoso) é uma entidade filantrópica, afro-descendente em pról do culto de Òrìsà de língua Yoruba, iniciada em 16 de Janeiro de 1966, na cidade de São Paulo Capital de 1966 a 2001. Mudou-se para sua séde propria em 1997 para cidade de São Pedro da Aldeia - Rio de Janeiro (REINO TY ÒSÓÒSÌ - Omo Alàketù Ilè Àsè Lògún Edè), sua filial próprio em 2001 para(chácara) na Cidade do Córrego do Bom Jesus – Minas Gerais. (ALDEIA ESTRELA MAIOR - Abassá Caboclo Indaiassú) Administrando suas co-irmãs filiadas. Todas pertecentes ao Ase Maroketù Àsé Portão Muritiba-BA É filiada a UNIAFRO - União Nacional Federativa da Cultura Afro-Brasileira ( Uma federação somente para os adeptos do Ase Kyeowji) Fundada em 25 de Maio de 1993 - na cidade de São Paulo. Hoje com a Matriz Cidade São Pedro da Aldeia- RJ.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

ERVAS DE OXOSSI



Acácia-jurema: Usada em banhos de limpeza, principalmente dos filhos de Oxóssi. É também utilizada em defumações. A medicina popular a utiliza em banhos ou compressas sobre úlceras, cancros, fleimão e na erisipela.


Alecrim de Caboclo: Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não possui uso na medicina popular.





Alfavaca-do-campo: Emprega-se nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô dos filhos do orixá a que pertence. A medicina caseira aplica esta planta para combater as doenças do aparelho respiratório, combate principalmente as tosses e o catarro dos brônquios; preparado como xarope é eficaz contra a coqueluche. Usada em chá ou cozimento das folhas.

Alfazema-de-caboclo: Conhecida popularmente como jureminha, a Alfazema é usada em todas as obrigações de cabeça, nos banhos de limpeza ou abô e nas defumações pessoais ou de ambientes. A medicina caseira usa os pendões florais, contra as tosses e bronquites, aplicando o chá.

Araçá – Araçá-de-coroa: Suas folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e banhos de purificação. A medicina popular considera essa espécie como um energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas.
Araçá-da-praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens genitais.

Araçá-do-campo: É utilizada em banhos de limpeza ou descarrego e em defumações de locais de trabalho. A medicina popular emprega o chá contra a diarreia ou disenteria e como corretivo das vias urinárias.

Caapeba-pariparoba: Muito usada nas obrigações de cabeça e nos abô para as obrigações dos filhos recolhidos. Folha de muito prestígio nos Candomblés Ketu, pois serve para tirar mão de zumbi. A medicina popular utiliza seu chá para debelar males do fígado, e o cozimento das raízes para extinguir as doenças do útero. Surte efeito diurético.

Cabelo-de-milho: Somente o pé do milho pertence a Oxóssi; as espigas de milho em casa propicia despensa farta. Quando secar troque-a por outra verdinha. O cabelo-de-milho é muito usado pela medicina do povo como diurético e dissolvente dos cálculos renais. É usado em chá.

Capim-limão : Erva sagrada de uso constante nas defumações periódicas que se fazem nos terreiros. Propicia a aproximação de espíritos protectores. A medicina caseira a aplica em vários casos: para resfriados, tosses, bronquites, também nas perturbações da digestão, facilitando o trabalho do estômago.

Cipó-caboclo: Muito utilizada em banhos de descarrego. O povo lhe dá grande prestígio ao linfantismo, por meio de banhos. Usada do mesmo modo combate inflamações das pernas e dos testículos.

Cipó-camarão: Usada apenas em banhos de limpeza e defumações. O povo indica que, em cozimento é de grande eficácia no trato das feridas e contusões.

Cipó-cravo: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira actua como debelador das dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono tranquilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.

Coco-de-iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.

Erva-curraleira: Aplicada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. Na medicina popular é aplicada como diurético e sudorífico, sendo muito prestigiada no tratamento da sífilis. Usa-se o cozimento das folhas.

Goiaba – Goiabeira: É utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Oxóssi. A medicina caseira usa a goiabeira como adstringente. Cura cólicas e disenterias. Excelente nas diarreias infantis.

Groselha – Groselha-branca: Suas folhas e frutos são utilizados nos banhos de limpeza e purificação. A medicina popular diz que se fabrica com o fruto um saboroso xarope que se aplica nas tosses rebeldes que ameaçam os brônquios.

Guaco cheiroso: Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente, esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as tosses rebeldes e alivia bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.

Guaxima-cor-de rosa: Usada em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. É de costume usar galhos de guaxima em sacudimentos pessoais e domiciliares. Muito útil o banho das pontas. A medicina popular usa as flores contra a tosse; as folhas são emolientes; as pontas, sementes e frutos são antifebris.

Guiné-caboclo: Utilizado em todas as obrigações de cabeça, nos abô, para quaisquer filhos, nos banhos de descarrego ou limpeza, etc. Indispensável na Umbanda e no Candomblé. O povo usa para debelar os males dos intestinos, beneficia o estômago na má digestão. Usa-se o chá.

Incenso-de-caboclo – Capim-limão: Usada nas defumações de ambientes e nos banhos de descarrego. O povo a utiliza para exterminar resfriados, minorar as bronquites e, também, nas perturbações da digestão.



Jaborandi: De grande aplicação nas várias obrigações. A medicina popular adoptou esta planta como essencial na lavagem dos cabelos, tornando-os sedosos e brilhantes. Tem grande eficácia nas pleurisias, nas bronquites e febres que tragam erupções. Usa-se o chá internamente.

Jacatirão: Pleno uso em quaisquer obrigações. O seu pé, e cepa são lugares apropriados para arriar obrigações. Não possui uso na medicina caseira.

Jurema branca: Aplicada em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou descarrego e entra nos abô. É de grande importância nas defumações ambientais. A medicina caseira indica as cascas em banhos e lavagens como adstringente. Em chá tem efeito narcótico, corrigindo a insónia.

Malva-do-campo – Malvarisco: Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. O povo a indica como desinflamadora nas afecções da boca e garganta. É emoliente, propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.

Piperegum-verde – Iperegum-verde: Erva de extraordinários efeitos nas várias obrigações do ritual. A medicina aponta-a como debeladora de reumatismo, usando-se banhos e compressas.

Piperegum-verde-e-amarelo: Tem o mesmo uso ritualístico prescrito para o piperegum de Oxóssi. Na medicina popular é o mesmo que piperegum-verde.

Pitangatuba: Usado em quaisquer obrigações de ori, ebori, lavagem de contas e dar de comer à cabeça. A farmácia do povo indica em chá, nos casos de febres e também para desobstruir os brônquios.

OXOSSI E OS CABOCLOS

Oxóssi 


Data festiva : 20 de janeiro É o Orixá das matas virgens e fechadas. Gosta de água de coco, eucalipto, girassol, latão, sândalo, calcite, e das cores verdes, vermelho e branco.
É sincretizado em São Sebastião no Rio de Janeiro e São Jorge na Bahia. É representado pelos seus falangeiros, caboclos bugres e de penas.
Sua saudação é: Okê arô Oxóssi!

CABOCLOS DE OXOSSI

Arruda, Aimoré, Arapuí, Boiadeiro, Caboclo da Lua, Caçador, Flecheiro, Folha Verde, Guarani, Japiassú, Javarí, Paraguassu, Mata Virgem, Pena Azul, Pena Branca, Pena Verde, Pena Dourada, Rei da Mata, Rompe Folha, Sete Flechas, Serra Azul, Tupinambá, Tupaíba, Tupiara, Ubá, Sete Encruzilhadas, Junco Verde, Tapuia, e outros.

ALGUMAS LENDAS DE ODE

LENDAS DE OXOSSI 

1- Oxossi e o Pássaro 

Todos os anos para comemorar a colheita dos inhames, o rei de ifé oferecia aos súditos uma grande festa. Naquele ano, a cerimônia transcorria normalmente, quando um pássaro de grandes asas pousou no telhado do palácio. O pássaro era monstruoso e aterrador. As comemorações, o povo corria atemorizado. E o rei chamou os melhores caçadores do reino para abater a grande ave. De Idô, veio Oxotogum com suas vinte flechas. De Morê, veio Oxotogi com suas quarenta flechas. De Ilarê, veio Oxotadotá com suas cinqüenta flechas. povo, assustado, perguntava sobre sua origem. A ave fora enviada pelas feiticeiras, ofendidas por não terem sido convidadas. O pássaro ameaçava o desenrolar das Prometeram ao rei acabar com o perverso bicho, ou perderiam suas próprias vidas. Nada conseguiram, entretanto, os três odés. Gastaram suas flechas e fracassaram. Foram presos por ordem do rei. Finalmente, de Irém, veio Oxotocanxoxô, o caçador de uma flecha. Se fracassasse, seria executado junto com os que antecederam. Temendo pela vida de seu filho, a mãe do caçador foi ao babalaô e ele recomendou à mãe desesperada fazer um ebó que agradasse às feiticeiras. A mãe de Oxotocanxoxô sacrificou então uma galinha. Nesse momento, Oxotocanxoxô tomou seu ofá, seu arco, apontou atentamente e disparou sua única flecha. E matou a terrível ave perniciosa. O sacrifício havia sido aceito. As Iá Mi Oxorongá estavam apaziguadas. O caçador recebeu honrarias e metade das riquezas do reino. Os caçadores presos foram libertados e todos festejaram. 

Todos cantaram em louvor a Oxotocanxoxô. O caçador Oxô ficou muito popular. Cantavam em sua honra, chamando-o de Oxóssi, que na língua do lugar quer dizer "O caçador Oxô é popular". Desde então Oxóssi é o seu nome. 

2-Oxossi mata a própria Mãe 

Olodumare chamou Orunmilá e o incubiu de trazer-lhe uma codorna. Orunmilá explicou-lhe as dificuldades de se caçar codorna e rogou-lhe que lhe desse outra missão. Contrariado, Olodumare foi reticente na resposta e Orunmilá partiu mundo afora a fim de saciar a vontade do seu Senhor. Orunmilá embrenhou-se em todos os cantos da Terra. Passou por muitas dificuldades, andou por povos distantes. Muitas vezes foi motivo de deboche e negativas acerca do que pretendia conseguir. Já desistindo do intento e resignado a receber de Olodumare o castigo que por certo merecia, Orunmilá se pôs no caminho de volta. Estava cansado e decepcionado consigo mesmo. Entrou por um atalho e ouviu o som de cânticos. A cada passo. Orunmilá sentia suas forças se renovando. Sentia que algo de novo ocorreria. Chegou a um povoado onde os tambores tocavam louvores a Xangô, Iemanjá, Oxum e Obatalá. No meio da roda, bailava uma linda rainha. Era Oxum, que acompanhava com sua dança toda aquela celebração. Bailando a seu lado estava um jovem corpulento e viril. Era Oxóssi, o grande caçador. Orunmilá apresentou-se e disse da sua vontade de falar com aquele caçador. Todos se curvaram perante sua autoridade e trataram de trazer Oxóssi a sua presença. O velho adivinho dirigiu-se a Oxóssi e disse que Olodumare o havia encarregado de conseguir uma codorna. Seria esta, agora, a missão de Oxóssi. O caçador ficou lisonjeado com a honrosa tarefa e prometeu trazer a caça na manhã seguinte. Assim ficou combinado. Na manhã seguinte, Orunmilá se dirigiu à casa de Oxóssi para sua surpresa, o caçador apareceu na porta irado e assustado, dizendo que lhe haviam roubado a caça. Oxóssi, desorientado, perguntou à sua mãe sobre a codorna, e ela respondeu com ares de desprezo, dizendo que não estava interessada naquilo. 

Orunmilá exigiu que Oxóssi lhe trouxesse outra codorna, senão não receberia o axé de Olodumare. Oxóssi então caçou outra codorna, guardando-a no embornal. Procurou Orunmilá e ambos dirigiram-se ao palácio de Olodumare no Orum. Entregaram a codorna ao Senhor do Mundo. De soslaio Olodumare olhou para Oxóssi e, estendendo seu braço direito, fez dele o Rei dos Caçadores. Agradecido a Olodumare e agarrado a seu arco, Oxóssi disparou uma flecha ao azar e disse que aquela deveria ser cravada no coração de quem havia lhe roubado a primeira codorna. Oxóssi desceu a Terra. Ao chegar em sua casa encontrou sua mãe morta com uma flecha cravada no peito. Desesperado, pôs-se a gritar e por um bom tempo ficou de joelhos inconformado com seu ato. Negou, dali em diante, o título que recebera de Olodumare. 

3-Oxossi não respeita o Tabu 

Odé era um grande caçador. Certo dia, ele saiu para caçar sem antes consultar o oráculo Ifá nem cumprir os ritos necessários. Depois de algum tempo andando na floresta, encontrou uma serpente: era Oxumaré em sua forma terrestre. A cobra falou que Odé não devia matá-la; mas ele não se importou, matou-a, cortou-a em pedaços e levou para casa, onde a cozinhou e comeu; depois foi dormir. No outro dia, sua esposa Oxum encontrou-o morto, com um rastro de cobra saindo de seu corpo e indo para a mata. Oxum tanto se lamentou e chorou, que Ifá o fez renascer como Orixá, com o nome de Oxóssi.

ARQUETIPOS DOS FILHOS DE ODÉ (OXOSSI)

O filho de Oxossi apresenta arquetipicamente as características atribuídas do Orixá. Representa o homem impondo sua marca sobre o mundo selvagem, nele intervindo para sobreviver, mas sem alterá-lo. Os filhos de Oxossi são geralmente pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. Tem portanto, grande capacidade de concentração e de atenção, aliada à firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento correto para agir. 

Fisicamente, os filhos de Oxossi, tendem a ser relativamente magros, um pou co nervosos, mas controlados. São reservados, tendo forte ligação com o mundo material, sem que esta tendência denote obrigatoriamente ambição e instáveis em seus amores. No tipo psicológico a ele identificado, o resultado dessa atividade é o conceito de forte independência e de extrema capacidade de ruptura, o afastar-se de casa e da aldeia para embrenhar-se na mata, afim de caçar. Seus filhos, portanto são aqueles em que a vida apresenta forte necessidade de independência e de rompimento de laços. 

Nada pior do que um ruído para afastar a caça, alertar os animais da proximidade do caçador. Assim os filhos de Oxossi trazem em seu inconsciente o gosto pelo ficar calado, a necessidade do silêncio e desenvolver a observação tão importantes para seu Orixá. Quando em perseguição a um objetivo, mantêm-se de olhos bem abertos e ouvidos atentos.Sua luta é baseada na necessidade de sobrevivência e não no desejo de expansão e conquista. Busca a alimentação, o que pode ser entendido como sua luta do dia-a-dia. 

Esse Orixá é o guia dos que não sonham muito, mas sua violência é canalizada e represada para o movimento certo no momento exato. É basicamente reservado, guardando quase que exclusivamente para si seus comentários e sensações, sendo muito discreto quanto ao seu próprio humor e disposição. 

Os filhos de Oxossi, portanto, não gostam de fazer julgamentos sobre os outros, respeitando como sagrado o espaço individual de cada um. Buscam preferencialmente trabalhos e funções que possam ser desempenhados de maneira independente, sem ajuda nem participação de muita gente, não gostando do trabalho em equipe. 

Ao mesmo tempo , é marcado por um forte sentido de dever e uma grande noção de responsabilidade. Afinal, é sobre ele que recai o peso do sustento da tribo. Os filhos de Oxossi tendem a assumir responsabilidades e a organizar facilmente o sustento do seu grupo ou família. 

Podem ser paternais, mas sua ajuda se realizará preferencialmente distante do lar, trazendo as provisões ou trabalhando para que elas possam ser compradas, e não no contato íntimo com cada membro da família. Não é estranho que, quem tem Oxossi como Orixá de cabeça, relute em manter casamentos ou mesmo relacionamentos emocionais muito estáveis. 

Quando isso acontece, dão preferência a pessoas igualmente independentes, já que o conceito de casal para ele é o da soma temporária de duas individualidades que nunca se misturam. Os filhos de Oxossi, compartilham o gosto pela camaradagem, pela conversa que não termina mais, pelas reuniões ruidosas e tipicamente alegres, fator que pode ser modificado radicalmente pelo segundo Orixá. 

Gostam de viver sozinho, preferindo receber grupos limitados de amigos. É portanto, o tipo coerente com as pessoas que lidam bem com a realidade material, sonham pouco, têm os pés ligados à terra. 

São pessoas cheias de iniciativa e sempre em vias de novas descobertas ou de novas atividades. Têm o senso da responsabilidade e dos cuidados para com a família. São generosas, hospitaleiras e amigas da ordem, mas gostam muito de mudar de residência e achar novos meios de existência em detrimento, algumas vezes, de uma vida doméstica harmoniosa e calma. O tipo psicológico, do filho de Oxossi é refinado e de notável beleza.

É o Orixá dos artistas intelectuais. É dotado de um espírito curioso, observador de grande penetração. São cheios de manias, volúveis em suas reações amorosas, multo susceptíveis e tidos como "complicados". É solitário, misterioso, discreto, introvertido. Não se adapta facilmente à vida urbana e é geralmente um desbravador, um pioneiro. Possui extrema sensibilidade, qualidades artísticas, criatividade e gosto depurado. Sua estrutura psíquica é muito emotiva e romântica.

Características dos filhos de Oxóssi

Os filhos de Oxóssi são pessoas de aparência calma, que podem manter a mesma expressão quando alegres ou aborrecidas, do tipo que não exterioriza as suas emoções, mas não são, de forma alguma, pessoas insensíveis, só preferem guardar os sentimentos para si.
São pessoas que podem parecer arrogantes e prepotentes, e às vezes são. Na realidade, os filhos de Oxóssi são desconfiados, cautelosos, inteligentes e atentos, selecionam muito bem as amizades, pois possuem grande dificuldade em confiar nas pessoas.

Apesar de não confiarem, são pessoas altamente confiáveis, das quais não se teme deslealdade; são incapazes de trair até um inimigo. Magoam-se com pequenas coisas e quando terminam uma amizade é para sempre.
São do tipo que ouve conselhos com atenção, respeita a opinião de todos, mas sempre faz o que quer. Com estratégia, acabam por fazer prevalecer a sua opinião e agradando a todos.
Altos e magros, os filhos de Oxóssi possuem facilidade para se mover, mesmo entre obstáculos. O seu andar possui leveza e elegância. A sua presença é sempre notada, mesmo que não façam nada para isso acontecer.
Os filhos de Oxóssi gostam de solidão, isolam-se, ficam à espreita, observam atentamente tudo que se passa à sua volta. Curiosos, percebem as coisas com rapidez, são introvertidos e discretos, vaidosos, distraídos e prestativos, comportamento típico de um caçador, provedor do seu povo.

PERFIL DE PAI SERGIO T'ODÉ



O Babalorixá Sérgio T´Odé, é o sacerdote espiritual da Casa de Candomblé Ile Axé Efon Ode Oju Okan da cidade de Mongaguá, Estado de São Paulo.   Nascido na cidade de São Paulo, descendente de uma família carnal baiana e espírita, teve seu contato religioso com o espiritismo desde o seu nascimento. 

Apreciador da cultura Afro-Descendente, após anos de estudo e prática na Umbanda, foi orientado por seu Orixá Odé a iniciar-se no Candomblé. Foi iniciado pela finada e inesquecível Iyalorixá Bernadete T´Oxum (em memória) situada na cidade de São Vicente – SP, neto do Balalorixá Vivaldo T´Logun Ede (em memória) da Baixada Santista e Bisneto do Babalorixá Waldomiro T´Xango (em memória) conhecido como Pai Waldomiro Baiano da baixada Fluminense. 

Através desta família espiritual, teve sua raiz firmada no Axé da Nação Efon, conhecido como Axé Oloroke, aquele que é cultuado no alto. O Babalorixá Sérgio T´Odé é formado em administração de empresas com ênfase em comércio exterior, pela Faculdade Ibero Americana, com especializações e cursos realizados em várias cidades como Nova York, Boston, Seattle, Las Vegas, Colorado, Delphi – Holanda, Lausanne – Suíça, entre outras. 

Como poliglota, viveu no exterior, tendo a oportunidade de conhecer várias culturas diferentes aprimorando o seu conhecimento a cada nova oportunidade surgida. Dedicou-se a estudar o idioma Ioruba, a cultura Africana, lendas e mitos Iorubas, o Oráculo de Ifá, folhas sagradas, diáspora negra, e não há fim para tais estudos, pois aquele que pensa que sabe muito, realmente ainda não aprendeu a saber. 

Membro e ex-diretor de eventos da FEUCAM – Federação de Umbanda e Candomblé de Mongaguá.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

PAI JOSÉ CARLOS FALA SOBRE SUA VIDA

PERFIL DE PAI JOSÉ CARLOS DE IBUALAMO

O Babalòrìşà José Carlos de Ibùalámo, é natural da cidade de Castro Alves, (recôncavo baiano) filho de santo da Ìyálòrìşà Maria de Nàná, fundadora do Ilé Aşè Silanje (Feira de Santana - Bahia). Homem catedrático do Candomblé, não centrou seus esforços somente no sacerdócio, e fundou o "Grupo Beneficente e Cultural Oluwa", que dentre outros aspectos, assiste a comunidade com programas em parceria com a Prefeitura e o Governo do Estado de São Paulo.
O Babalòrìşà José Carlos, é um homem calmo e sereno, que vislumbra na religião, o pilar para a harmonia entre as pessoas. Para pai José Carlos, seus filhos de santo são extensão de sua família, repudia a intolerância na casa de Candomblé, diz que, embora exista uma hierarquia a qual certamente deve ser seguida, existe sobretudo, o respeito às pessoas que o acompanham.
Uma história narrada pela mãe carnal do Babalòrìşà José Carlos (Dona Percília Araújo), mostra-nos que a sua missão de zelar pelo Òrìşà foi anunciada antes mesmo do seu nascimento.
"Quando eu estava grávida de "Bim" (Bim, é o apelido que o Babalòrìşà recebeu de seus familiares ainda criança) eu estava passando por uma mata, carregando um feixe de lenha com Firmina, quando vi um homem negro alto em uma árvore. Esse homem negro, flechou minha barriga e então desmaiei. Quando acordei, comentei com Firmina que havia perdido a criança, sendo que um homem havia flechado minha barriga. Ela então se pegou a rir, dizendo que ninguém tinha flechado ninguém, e que eu na verdade devia ter visto "Oxossi" (Òsóòsi)…"
Essa pequena história, nos explica um pouco a missão do Babalòrìşà José Carlos. Quando ele foi iniciado, sua mãe o perguntou que santo ele havia feito, ele então disse que Ibùalámo. Na hora, sua mãe disse que estava errado, e que seu santo era "Oxossi", o caçador. Ela então, contou a história da flechada (até então, desconhecida). O Babalòrìşà explicou que Ibùalámo, à exemplo de Òsóòsì era um grande caçador que tinha um grande enredo com Obáluwáiyè. Nesse momento, ela disse que o santo estava certo, sendo que a pessoa que estava com ela quando foi flechada (Firmina) era filha de Obáluwáiyè....
O Babalòrìşà José Carlos é o oitavo filho de Rosalvo Joaquim de Santana e Percília Araújo de Oliveira Santana. Seu pai, o sr. Rosalvo, trabalhava com carpintaria e sua mãe Percília (filha de índios) é uma profunda conhecedora de folhas. Ela é muito procurada para fazer remédios através das ervas. A avó paterna do Babalòrìşà José Carlos era Ìyálòrìşà, esse é outro aspecto que nos mostra sua ligação ancestral com os Òrìşà.